Sobre a Revista

A proposta desse espaço é que ele se configure como território amplo e aberto para divulgação, informação e debates no que se refere e afeta o ensino de História, conforme os atuais valores e missões da ABEH de estabelecer interlocuções cada vez mais abrangentes e de valorizar o trabalho de professores e professoras de História em todos os níveis e âmbitos de ensino, gestão, pesquisa e divulgação. A intenção é reunir depoimentos e relatos de experiências, produções de estudantes da Educação Básica e do Ensino Superior, debates conceituais no campo do Ensino de História, bem como discutir temáticas de demandas contemporâneas e divulgar projetos e iniciativas pelo Brasil e pelo mundo.
A revista está composta por seis colunas, cada uma contando com uma dupla de curadores/as e coordenada por uma editoria renovada anualmente. Os textos são publicados mensalmente, a partir de convites da curadoria e também por livre demanda. Os textos deverão estar conformes ao escopo de cada coluna e adequados às normas de formatação, além de respeitar os princípios éticos da Revista. Serão aceitos também diversos formatos de expressão, tais como: textos escritos, vídeos, podcasts, canções, entre outros meios de interação, sempre acompanhados de uma apresentação que contextualize o conteúdo.

ISSN 2764-0922

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Edição Atual

v. 10 n. número 10 (2025): Experimentações criativas a partir do currículo de História em sala de aula
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O número 10 da Palavras ABEHrtas é destinado a refletir sobre “Experimentações criativas a partir do currículo de História em sala de aula”. O dossiê reúne textos que tratam de narrativas docentes, memórias, questões curriculares, embates, legislações, produções culturais, ideias históricas de estudantes, diferentes contextos históricos e suas reverberações no tempo, livros didáticos e tratamento do tema, dentre outras abordagens.

 

Na coluna “Chão da História”, o texto “A guerra contra o Paraguai, a cultura visual e os desafios do ensino de História”, de Álvaro Saluan da Cunha, analisa os desafios e possibilidades do ensino de História a partir da crítica às representações visuais da Guerra contra o Paraguai (1864-1870). Evidencia-se que a memória do conflito foi construída sob uma estética imperial que exaltou a participação brasileira, silenciando sujeitos subalternizados. Por meio da análise de obras como “Quadros históricos da guerra do Paraguay” e periódicos ilustrados, identifica-se o uso da cultura visual como reforço da narrativa nacionalista. O estudo propõe uma abordagem pedagógica intercultural e crítica, aplicada em turmas do Ensino Fundamental II e da EJA, mostrando o potencial das imagens para desenvolver leitura crítica, empatia histórica e questionamento das narrativas oficiais. Conclui-se que a inserção da análise crítica da cultura visual deve ser eixo estruturante no ensino de História, visando à justiça decolonial e à formação de sujeitos críticos.

 

Na coluna “Desafios e dilemas da profissão docente” apresentamos dois textos:  “Trançando fios de sonho-esperança na sala de aula de História: fragmentos da experiência do estágio de docência em História”, de Agatha Rolim, cujo relato reflete sobre as experiências vividas no estágio curricular de História, articulando descobertas pessoais e coletivas com o potencial transformador dos sonhos no campo educativo. A autora narra percursos de aprendizado, tensionando identidade, estética e pedagogia, ao mesmo tempo em que reconhece os desafios e as desconstruções próprias da docência em formação. O texto apresenta o sonho como força utópica e como prática política, capaz de sustentar a esperança em meio às adversidades. Ao propor pensar a educação como espaço de resistência coletiva e reencantamento, o relato evidencia que o estágio não se restringe a uma prática obrigatória, mas constitui-se como um lugar de encontro, experimentação e elaboração crítica; “O Scaperoom Pedagógico: uma inovação no ensino de História”, de  Cleiza Maia,  apresenta a experiência de uma oficina de scaperoom pedagógico no ensino de História, realizada em parceria com a UFF. A atividade, orientada pela educação antirracista e por narrativas afrocentradas, buscou oferecer alternativas ao currículo tradicional e problematizar temporalidades e regimes de historicidade em sala de aula.

 

A coluna “Provocações” traz o impactante texto “Entre rimas e realidades: discutindo o feminicídio no ensino de história”, de Karolinne Ferreira Teles Souza Carvalho, no qual a autora relata uma experiência de ensino de História sobre feminicídio, usando a história oral como metodologia. A sequência didática, aplicada em escolas de Goiânia, articulou música, dados e relatos de vítimas para promover debates sobre violência de gênero. Conclui-se que a escuta e a partilha de memórias podem transformar a sala de aula em espaço de empatia, crítica e consciência histórica.

 

Na “Vice-versa” Cleyton Antonio da Costa assina o artigo “Fragmentos da história de uma cidade: uma obra memorialística e suas possibilidades no ensino de história”. O texto analisa a obra ‘Borda da Mata’ e sua história, destacando seu uso no ensino de História como recurso para discutir memórias e fatos locais, valorizando a dimensão da história da cidade no Sul de Minas.

 

Agradecemos aos autores e às autoras pelo envio dos textos e à equipe de curadoria das colunas pela leitura atenta e pelas sugestões encaminhadas. 

 

Boa leitura!




Publicado: 2025-08-27
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