Edições anteriores
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Tema Livre
v. 11 n. 11 (2025)O número 11 da Revista Palavras ABEHRtas reúne um conjunto diverso e qualificado de textos em tema livre, reafirmando o compromisso da revista com o debate plural no campo do Ensino de História. As contribuições aqui publicadas dialogam com desafios teóricos, metodológicos e políticos da formação docente e da prática pedagógica, articulando pesquisa, reflexão historiográfica e intervenção no espaço escolar.
Abrindo a edição, a coluna Chão da História apresenta o ensaio Intervenções pedagógicas no Ensino de História: compartilhando uma proposta para o ProfHistória, de Itamar Freitas e Margarida Maria Dias de Oliveira. O texto propõe um modelo operacional para a formulação, execução e análise de intervenções pedagógicas em dissertações do ProfHistória, articulando o planejamento finalístico de Ralph Tyler e a teoria da aprendizagem histórica de Jörn Rüsen. Ao organizar a intervenção como uma estrutura funcional orientada por finalidade, composta por finalidade disciplinar, carência diagnosticada, modelo de aprendizagem/ensino, questão de pesquisa e conteúdo, os autores oferecem critérios de qualidade que fortalecem o nexo entre fundamentos teóricos e ação docente. O ensaio contribui de modo direto para a tomada de decisões de orientadores e mestrandos, qualificando a produção de produtos educacionais como artefatos replicáveis, avaliáveis e teoricamente justificados.
Na coluna Desafios e dilemas da profissão docente, Gabriela Pereira dos Santos assina o texto O conceito de “progresso” em aulas de História: neoliberalismo ou novo humanismo? Resultado de pesquisa desenvolvida no âmbito do PROLICEN/UFG, o artigo investiga os sentidos atribuídos ao conceito de “progresso” por estudantes da educação básica, mobilizando aportes da História dos Conceitos. A análise das atividades realizadas durante estágios supervisionados evidencia como o imaginário neoliberal permanece fortemente presente nas interpretações dos alunos, mesmo após intervenções pedagógicas, apontando para os limites e as possibilidades da aula de História na problematização de conceitos historicamente carregados e politicamente disputados.
O número se encerra com dois textos na coluna Vice-versa. Em O livro didático preocupa nossos professores do ProfHistória, Rafael Feldens Maiztegui apresenta uma análise de dissertações do ProfHistória produzidas entre 2016 e 2025 que têm o livro didático como objeto de investigação, em diálogo crítico com Alain Choppin. O estudo evidencia a predominância de pesquisas voltadas a conteúdos específicos, marcadas pelo enfrentamento de desigualdades e invisibilidades históricas, ao mesmo tempo em que destaca a originalidade das abordagens do ProfHistória, caracterizadas pela proximidade com o objeto e pela dimensão propositiva.
Fecha a edição o artigo Música, decolonialidade e ensino de História: desafios para uma educação antirracista e decolonial, de Emilio Albuquerque Fernandes. O autor discute o uso de fontes musicais, iconográficas e literárias no ensino da História a partir da Belle Époque cearense, articulando referências da teoria decolonial e de pensadores afrodiaspóricos. O texto propõe caminhos para problematizar a modernidade, o racismo estrutural, a política de branqueamento e o não-lugar dos sujeitos racializados nas narrativas históricas, contribuindo para uma prática pedagógica comprometida com a educação antirracista.
Ao concluir este número, a Revista Palavras ABEHRtas agradece a todos e todas que colaboraram com a revista ao longo do biênio 2023–2025 - autores, pareceristas, conselheiros e equipe editorial - pelo trabalho coletivo que sustentou e qualificou este projeto. Desejamos êxito e um excelente trabalho à nova equipe editorial, que assume a revista a partir de janeiro de 2026, com votos de continuidade, renovação e fortalecimento deste espaço de diálogo no Ensino de História.
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Experimentações criativas a partir do currículo de História em sala de aula
v. 10 n. número 10 (2025)O número 10 da Palavras ABEHrtas é destinado a refletir sobre “Experimentações criativas a partir do currículo de História em sala de aula”. O dossiê reúne textos que tratam de narrativas docentes, memórias, questões curriculares, embates, legislações, produções culturais, ideias históricas de estudantes, diferentes contextos históricos e suas reverberações no tempo, livros didáticos e tratamento do tema, dentre outras abordagens.
Na coluna “Chão da História”, o texto “A guerra contra o Paraguai, a cultura visual e os desafios do ensino de História”, de Álvaro Saluan da Cunha, analisa os desafios e possibilidades do ensino de História a partir da crítica às representações visuais da Guerra contra o Paraguai (1864-1870). Evidencia-se que a memória do conflito foi construída sob uma estética imperial que exaltou a participação brasileira, silenciando sujeitos subalternizados. Por meio da análise de obras como “Quadros históricos da guerra do Paraguay” e periódicos ilustrados, identifica-se o uso da cultura visual como reforço da narrativa nacionalista. O estudo propõe uma abordagem pedagógica intercultural e crítica, aplicada em turmas do Ensino Fundamental II e da EJA, mostrando o potencial das imagens para desenvolver leitura crítica, empatia histórica e questionamento das narrativas oficiais. Conclui-se que a inserção da análise crítica da cultura visual deve ser eixo estruturante no ensino de História, visando à justiça decolonial e à formação de sujeitos críticos.
Na coluna “Desafios e dilemas da profissão docente” apresentamos dois textos: “Trançando fios de sonho-esperança na sala de aula de História: fragmentos da experiência do estágio de docência em História”, de Agatha Rolim, cujo relato reflete sobre as experiências vividas no estágio curricular de História, articulando descobertas pessoais e coletivas com o potencial transformador dos sonhos no campo educativo. A autora narra percursos de aprendizado, tensionando identidade, estética e pedagogia, ao mesmo tempo em que reconhece os desafios e as desconstruções próprias da docência em formação. O texto apresenta o sonho como força utópica e como prática política, capaz de sustentar a esperança em meio às adversidades. Ao propor pensar a educação como espaço de resistência coletiva e reencantamento, o relato evidencia que o estágio não se restringe a uma prática obrigatória, mas constitui-se como um lugar de encontro, experimentação e elaboração crítica; “O Scaperoom Pedagógico: uma inovação no ensino de História”, de Cleiza Maia, apresenta a experiência de uma oficina de scaperoom pedagógico no ensino de História, realizada em parceria com a UFF. A atividade, orientada pela educação antirracista e por narrativas afrocentradas, buscou oferecer alternativas ao currículo tradicional e problematizar temporalidades e regimes de historicidade em sala de aula.
A coluna “Provocações” traz o impactante texto “Entre rimas e realidades: discutindo o feminicídio no ensino de história”, de Karolinne Ferreira Teles Souza Carvalho, no qual a autora relata uma experiência de ensino de História sobre feminicídio, usando a história oral como metodologia. A sequência didática, aplicada em escolas de Goiânia, articulou música, dados e relatos de vítimas para promover debates sobre violência de gênero. Conclui-se que a escuta e a partilha de memórias podem transformar a sala de aula em espaço de empatia, crítica e consciência histórica.
Na “Vice-versa” Cleyton Antonio da Costa assina o artigo “Fragmentos da história de uma cidade: uma obra memorialística e suas possibilidades no ensino de história”. O texto analisa a obra ‘Borda da Mata’ e sua história, destacando seu uso no ensino de História como recurso para discutir memórias e fatos locais, valorizando a dimensão da história da cidade no Sul de Minas.
Agradecemos aos autores e às autoras pelo envio dos textos e à equipe de curadoria das colunas pela leitura atenta e pelas sugestões encaminhadas.
Boa leitura!
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Palavras ABEHrtas - Número Zero
Esse é o número zero da Revista Palavras ABEHrtas. Aqui, você conhecerá melhor cada uma das colunas, para seguir no debate conosco, enviando seu texto e construindo nosso diálogo.
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Nº. 1, jul. 2021
Esse é o primeiro número da revista Palavras Abehrtas!
Convidamos a ler, divulgar e debater conosco.
A revista aceita submissões em fluxo contínuo. Em agosto, publicaremos o segundo número. Participe!
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Número 3
n. 3O Número 3 da revista Palavras Abehrtas convida a reflexões sobre as multiplicidades dos tempos e dos sentidos na sala de aula de história, com os textos de Nilton Mullet Pereira (coluna Chão da História) e de Federico Alvez e Bruno Picoli (coluna Provocações).
Matheus Cruz (coluna Vice-Versa) discute um instigante projeto em torno de nomes de ruas, enquanto Rafael Levandovski (coluna Desafios e dilemas da profissão docente) apresenta o perfil de docentes de história perseguidos durante a ditadura civil-militar no Rio Grande do Sul.
Por fim, Cristiano Nicolini e Kenia Medeiros ampliam o Rizoma de Ações divulgando a I Jornada do GT Ensino de História e Educação da Anpuh-GO.
A Palavras Abehrtas agradece aos autores e convida a seguirem em diálogo conosco: estamos recebendo manuscritos para o número 4, de outubro de 2021.
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Número 4
n. 4O número 4 da Revista Palavras Abehrtas está convidando ao debate e à participação.
Neste mês, contamos com dois textos na coluna Provocações. Carmem Gil subverte as tradicionais perspectivas sobre Educação Patrimonial e propõe que o seu lugar no ensino de história é o de "reconhecer, valorizar e reparar". Já Danielle Farias prossegue o debate iniciado no nosso primeiro número, trazendo novos argumentos sobre as relações entre os campos do ensino de história, da história e da educação.
Na coluna Chão da História, três docentes compartilham experiências de criação curricular na Educação Básica e no Ensino Superior. Ao entender o currículo como narrativa e as práticas de sala de aula como oportunidades de refração, os autores Diogo Vianna, André da Cunha e Felipe Silva instigam-nos ao exercício da esperança.
Na coluna Rizoma de Ações apresentamos dois textos bem diversos. O primeiro é o lançamento do livro "Do lado esquerdo do peito, Paulo Freire: Presente!". Os organizadores da obra - Marco Mello, Caroline Pacievitch e Marcus Vianna apresentam o livro e convidam para a leitura.
O segundo texto foi produzido por uma das curadoras da própria coluna, Adriana Ralejo, listando os eventos que acontecerão em novembro e lembrando que a ABEH conta com uma agenda de atividades, disponível aqui no site da revista e também na página da Associação.
Desejamos boas leituras e que se sintam provocados-as-es a seguir em debate conosco!
Editoria Palavras Abehrtas
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Número 5
n. 5Com alegria, publicamos a quinta edição da Revista Palavras ABEHrtas, referente ao mês de fevereiro de 2022.
Nessa edição, contamos com três artigos.
Na coluna Desafios e dilemas da profissão docente, conferimos o trabalho "Desenterrando gigantes: a responsabilidade ética dos historiadores", de Lucas Rodrigues, que construiu uma instigante reflexão sobre memória, esquecimento e história.
Já na coluna Provocações, Margarida Dias de Oliveira e Itamar Freitas oferecem um texto crítico, realista e propositivo em torno da BNC - Formação, com o excelente título "Base Nacional de Formação de Professores: diminuir retrocessos e construir futuros possíveis".
Por fim, Robson Fernandes, na coluna Vice-Versa, explora "O nó na garganta: o falacioso discurso da 'ideologia de gênero' ainda continua provocando pânico moral no ensino", relatando experiências notáveis desenvolvidas com estudantes de Ensino Médio.
Convidamos a ler e a seguir o debate, encaminhando seus próprios trabalhos que comentem estas e outras publicações da nossa revista!
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Número 6
n. 6O número 6 da revista Palavras ABEHrtas está provocador!
A coluna Provocações recebeu três textos de assuntos candentes e diversos.
Regina Rodeghero apresenta um alerta para a pesquisa em ensino de História: apesar da postura antirracista predominante no campo, a branquitude ainda não é colocada em questão. Por que isso acontece?
Por sua vez, Débora da Silva discute as sensibilidades no ensino de História, principalmente nas relações entre passado e presente. O artigo apresenta um panorama historiográfico e diversos exemplos que auxiliam a pensar sobre as questões socialmente vivas.
O terceiro texto da Provocações, escrito por Margarida Dias de Oliveira e Itamar Freitas toca num tema espinhoso: as ideologias e os/as professores/as de História. Há lugar para pensamentos de direita no campo de pesquisa e nas salas de aula?
Por último, a coluna Desafios e Dilemas da Profissão Docente recebeu a contribuição de Ana Bernardes, que compartilhou e analisou experiências sobre o ensino remoto e o mito da produtividade docente. Será que nós, realmente, trabalhamos menos durante os anos da pandemia?
Essa edição traz muitas questões para pensar... Segue aberto o convite para publicações que queiram dialogar com esse e com outros números da Palavras ABEHrtas!
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Dossiê 20 anos da lei 10.639/03
n. especialEsse dossiê, publicado em número especial, contempla trabalhos sobre os 20 anos da lei 10.639/03, do ponto de vista do Ensino de História.